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ARTIGOS
A
morte da salsa
por Abel Delgado
Cortesia Descarga.com
Tradução de Marina Quintela e Jonas Ribeiro
9. Porque é que eu sublinho a evidência
Tudo o que referi anteriormente é evidente, e não é importante que algum fã de salsa cujas recordações remontem a antes de 1986 o tenha notado. Eu faço o favor de renunciar a tudo isso hoje a fim de explicar porque é que os salseiros que conheceram os melhores estão hoje desencantados. E isto não tem nada a ver com a nostalgia dos antigos que resistem a qualquer tipo de mudança. O que eu tento explicar aqui é que esta música tinha razões para ser rica, e essa riqueza consiste nas suas próprias características os seus próprios fundamentos. Elas tornaram esta música única. Graças a eles, a música afro-latina era tradicional mas ao mesmo tempo moderna, em constante evolução mas sabendo simultaneamente preservar os laços com as suas raízes. Não falo apenas da cultura cubana mas também da porto-riquenha, bem como de outras culturas latino-americanas, sem esquecer a experiência dos latinos nos Estados Unidos. Contavam-se histórias sem se ser maçador, existia música dançante sem que para isso fosse necessário ser fútil ou demasiado comercial. Era uma forma de música altamente étnica que congregava várias comunidades e que o faz sempre. Embora vários produtores tenham tentado manipulá-la inúmeras vezes por razões puramente económicas, ela permaneceu uma música do povo, dos povos, uma demonstração da energia positiva das pessoas ( ). Mas se já tiveram oportunidade de ouvir faixas lançadas pelos melhores grupos como Eddie
Palmieri, os Van Van, Tipica’73, Benny Moré e muitos outros, percebem perfeitamente o que eu quero dizer.

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Manolin El
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