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DEZ
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QUINTA JORNADA
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outros
dias
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ISSAC,
«GAJO PORREIRO»
DA SALSA
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Hoje precisei de dedicar toda a tarde a uma tarefa por
vezes pouco respeitada: descansar para poder retomar esta
«vida habanera» nem sempre fácil.
Durante a manhã ainda tinha ido a um local muito do
agrado de turistas, o mercado popular de Vedado, no
cruzamento da Rua D com o Malécon. Encontram-se aqui
roupas, estatuetas de madeira, telas pintadas,
instrumentos musicais e todo o tipo de produtos
tradicionais, excelentes para fazer perdurar na memória
as experiências vivenciadas em Havana.
Mas nem tudo correu bem. Um cubano simpático tencionava
vender-me algo menos legal - e conversávamos sobre isso,
tranquilamente - quando um polícia o interpelou, mandou
identificar e levou. Logo se aproximou outro indivíduo
que me explicou haver uma lei contra o assédio de
nacionais a estrangeiros, que o outro violara. Mas este
outro cubano passou logo ao negócio, continuando aquilo
que o outro não pudera terminar...
Este mercado é um sítio muito interessante. A sua
localização central - a 300 m do Hotel Presidente e a
400 m do Meliá Cohiba, a 5 minutos de táxi de Habana
Vieja e 10 minutos da Marina Hemingway - torna-o bastante
acessível. Nas traseiras há um restaurante típico, onde
se adquirem refeições baratas. Vale a pena experimentar
um «cartão» com arroz moiro e pollo ou cerdo,
que custa só meio dólar.

História
da música
e da dança
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Desta vez cheguei ao Habana Café
cerca das 22 horas, para assistir ao concerto de Issac
Delgado y su Grupo. Devo dizer que teria
preferido conhecer outro local em vez de repetir a visita
da noite anterior, mas o certo é que se tratava de
aproveitar a rara oportunidade de ver em dias consecutivos
os melhores nomes da música cubana!
Ao entrar, evitei
quedar-me junto aos turistas, passando desde logo à porta
principal, acompanhado dos meus amigos cubanos
Jorge, |
mulher
e amiga. Foi
interessante reparar que o pessoal já me conhecia -
ontem as peripécias à entrada foram muito intensas!
Recebi um aperto de mão do porteiro e fomos de imediato
conduzidos ao interior, onde algumas mesas estavam ainda
vazias.
Poucos minutos depois, começou um espectáculo de música
e dança muito interessante, durante o qual se desenrolou
um percurso de apresentação da história da cultura
cubana. Uma banda sonora gravada, acompanhada
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de
locução, foi a base de toda a sessão. Claro que tudo
começou com o som dos tambores entoando rumbas, a que se
seguiram os acordes do danzón, do són, do cha-cha-chá e
da timba. O vestuário dos bailarinos era irrepreensível.
O repertório musical foi surpreendentemente variado.
A |
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mistura
de som alcançou um bom nível profissional.
O criativo vocalista Issac Delgado, também chamado «El Chevere
[gajo porreiro] de la
Salsa» é um dos mais famosos músicos cubanos da |
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actualidade.
No panorama musical deste
país, dominado pela timba e à beira de
ser abalroado pelo reggaeton, o seu
repertório é, basicamente, són e salsa!
Ouvimos Necesito Una Amiga, La Sandunguita,
No Me Mires a los Ojos, Que te |
Pasa
Loco e La Fórmula. Eis algumas das mais
populares canções de Issac, muito
apreciadas pelos salseiros presentes, que
as dançaram sozinhos ou em par, sem
parar, desde o primeiro ao último minuto.
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Destaco
as minhas preferidas: La Formula e La
Sandunguita, a segunda das quais é absoluta e
gostosamente dançável. Mi Romantica (com
uma letra sabososa: «ella es muy linda por
fuera pero mas bella por dentro...») é um són
agradável para dançar. Também Yo Te Queria
Maria é uma composição musical muito forte.
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Issac
possui uma voz segura
e melodiosa - começou por cantar música
tradicional
com Gonzalo Rubalcaba,
antes da sua passagem por NG La Banda -, como nem
sempre se
encontra na salsa. |
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